sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O bode que fugiu

Pela BR os avisos se sucediam : "BODE's GRILL. Excelente carne de bode, picanha, grelhados, etc."

A boca seca pela longa e quente jornada do dia inundava-se de saliva e dentro do carro já podia sentir os odores do churrasco suculento. Afinal, há alguns anos atrás, noutras andanças por aí, mais exatamente em Caruarú, Pernanbuco, ainda esfomeado por mais um desses dias de estrada, fui apresentado àquela que seria a maior iguaria do sertão nordestino. Provei e concordei. Melhor, só a carne de sol de um jantar inesquecícel em Cabedelo, Paraíba.

No dia seguinte, o assunto durante todo o passeio feito pela manhã, foi, evidentemente, o almoço que estaria por vir.

Triste engano. Meio-dia, lá estávamos nós na porta do anunciado "BODE's GRILL". Num canto de rua, fachada simpática, entramos. O fogão a lenha, logo na entrada, expunha algumas panelas de barro, fumegantes.

Sentindo não ser bem aquilo que tanto esperava, perguntei ao garçon que já havia se aproximado :

- Tudo bem ? Podemos comer um churrasco ou bode grelhado ?

Com a voz arrastada de um bom baiano, a resposta :

- "Teim" não ....... Só comida a quilo ....

E acreditando nas placas da estrada, ainda voltamos por lá duas vezes em busca do bode que jamais apareceu.

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